Então... Demorei um pouco pra vir contar...
Por enquanto não existe nada além de amizade entre eu e Luciano (infelizmente), você não sabe o quanto é difícil fingir que sente uma coisa por uma pessoa enquanto sente outra. Ás vezes acho que vou acabar ficando louca, vez ou outra ele parece me corresponder, outras ele parece indiferente - isso realmente me confunde muito. Estive pensando em tomar uma atitude, mas tenho medo de arriscar essa amizade que torna-se cada vez mais forte e essencial.
O skate tem se tornado uma necessidade pra mim, onde vou levo ele comigo - os garotos que frequentam a pista ficam admirados com meu dom para o esporte. Sobre minha personalidade, ainda estou meio confusa. Quando tudo o que você era acaba de vez é difícil saber o que sou realmente eu e o que os outros impõem. Sempre olho pra mim e me pergunto: Essa sou eu? E se essa sou eu, como posso ter certeza? Logo me pego me censurando por estar demasiadamente filósofa. Cada dia me visto de uma forma diferente, tentando buscar algo que me agrade - ultimamente sou o que se chama de metamorfose ambulante(isso me lembra que ando escutando raul e outros clássicos brasileiros).
Minhas amigas me disseram que ando meio quieta demais e bastante afastada - é difícil tentar explicar à elas tudo pelo o que estou passando internamente - elas tentam entender, mas normalmente acabam deixando o assunto de lado(elas não tem me ajudado quanto eu esperava. Na verdade elas não tem me ajudado em nada, e assim acabo buscando consolo em Luciano.).
"As provas finais do colégio estão ai, e acho que vou me dar mal"
As histórias contadas aqui são mera ficção de uma mente doentia =P Aproveitem enquanto online. Beijocas da Zeh!
9.4.10
26.3.10
Últimas notícias!
Há algum tempo não tenho contado nada (muito empenho ficar contando coisas inúteis), então vou relatar os acontecimentos da última semana.
1ºMinha melhor amiga mudou de turno do colégio, pois está trabalhando - agora é que eu não vejo ela mesmo - ela está estudando a noite e quando ela chega eu já fui embora( muito bad isso)eu estou morrendo de saudades dela e de T. também, que eu mal vejo porque ela vai embora antes de eu chegar no colégio (sinto falta dos sermões dela) e ah sim, ela também está estudando de manhã - sim eu estou praticamente sozinha.
2º Luciano tem me mandado mensagens toda noite(adoooro isso), eu e ele nos falamos muito essa semana, por telefone e messenger, acho que eu estou gostando dele. (Qual é eu sonhei com ele quatro vezes em sete dias, tipo assim - será que eu gosto dele? Meu óbvia a resposta não?!).
3ºEstou desenvolvendo muito bem minha nova personalidade (pelo menos eu acho).
4º Ontem fui almoçar com meu pai, apenas eu e ele, foi até bem divertido.
5º e última notícia estou indo agora para a pista de skate encontrar os meninos ( eu tenho praticado muito ultimamente). Sou realmemte boa nisso!
1ºMinha melhor amiga mudou de turno do colégio, pois está trabalhando - agora é que eu não vejo ela mesmo - ela está estudando a noite e quando ela chega eu já fui embora( muito bad isso)eu estou morrendo de saudades dela e de T. também, que eu mal vejo porque ela vai embora antes de eu chegar no colégio (sinto falta dos sermões dela) e ah sim, ela também está estudando de manhã - sim eu estou praticamente sozinha.
2º Luciano tem me mandado mensagens toda noite(adoooro isso), eu e ele nos falamos muito essa semana, por telefone e messenger, acho que eu estou gostando dele. (Qual é eu sonhei com ele quatro vezes em sete dias, tipo assim - será que eu gosto dele? Meu óbvia a resposta não?!).
3ºEstou desenvolvendo muito bem minha nova personalidade (pelo menos eu acho).
4º Ontem fui almoçar com meu pai, apenas eu e ele, foi até bem divertido.
5º e última notícia estou indo agora para a pista de skate encontrar os meninos ( eu tenho praticado muito ultimamente). Sou realmemte boa nisso!
1.3.10
O.o
Há tempos eu não dormia tão bem. Dormi e sonhei a noite toda com skates e garotos, está bem eu confesso, passei a noite toda sonhando com Luciano e naquele sorriso lindo de morrer. Hoje eu acordei assustada com meu celular (e quando eu não acordo assustada?), era uma mensagem. "oiee =D", procurei o remetente na esperança de ser de Luciano, mas não era. Do mesmo modo ainda sim fiquei feliz era de F.(a minha best)- Acho que vou mais cedo para o colégio, preciso vê-la, não só ela mas todas as meninas - preciso dos meus amigos de verdade.
Ainda era muito cedo, então fiquei rolando na cama revendo mais uma vez a minha inútil vida. Mais ou menos uma hora já havia passado e meu telefone tocou mais uma vez. Outra mensagem, desta vez de um número desconhecido. "Bom dia garota perdida",fiquei tonta ao perceber de quem a mensagem teria vindo. Sim ele me mandou uma mensagem. Fiquei rindo sozinha feito uma idiota.
Peguei meu suuuper mp5 e deixei tocar aleatoriamente, passando direto algumas músicas que eu não queria ouvir, mais inconsciente do que por realmente querer. Quando percebia as músicas em que eu parava para ouvir arranquei os fones e repeti pra mim várias vezes "não, você não está apaixonada".
- Aiii droga! Não, não, não.
Me apaixonar não é uma coisa boa, meus romances normalmente terminam em tragédia. E no momento eu não estou precisando de tragédia alguma. Não, não. Eu preciso de paz e sossego para refletir, pensar e mudar.
Ainda era muito cedo, então fiquei rolando na cama revendo mais uma vez a minha inútil vida. Mais ou menos uma hora já havia passado e meu telefone tocou mais uma vez. Outra mensagem, desta vez de um número desconhecido. "Bom dia garota perdida",fiquei tonta ao perceber de quem a mensagem teria vindo. Sim ele me mandou uma mensagem. Fiquei rindo sozinha feito uma idiota.
Peguei meu suuuper mp5 e deixei tocar aleatoriamente, passando direto algumas músicas que eu não queria ouvir, mais inconsciente do que por realmente querer. Quando percebia as músicas em que eu parava para ouvir arranquei os fones e repeti pra mim várias vezes "não, você não está apaixonada".
- Aiii droga! Não, não, não.
Me apaixonar não é uma coisa boa, meus romances normalmente terminam em tragédia. E no momento eu não estou precisando de tragédia alguma. Não, não. Eu preciso de paz e sossego para refletir, pensar e mudar.
20.2.10
Algo de bom
- São idéias tentadoras. - Luciano disse com um sorriso torto e um olhar malicioso.
- Vou tentar! - enquanto pegava o skate pude ouvir Dog murmurar pelas minhas costas "isso vai ser divertido". Respirei fundo, apoiei o pé no skate. Concentra, concentra, não vai cair aqui. Logo estava eu dando um flip, é deu tudo certo. (ta, não foi bem assim! É claro que quando apoiei o outro pé no skate dei uma desequilibrada horrível. Sorte a minha que não cheguei ao chão, mas não foi nada "elegante" - tenho que esquecer essas bichisses).
- Acho que ainda me lembro bem.
- Aaaah, que pena. Eu tava na esperança de dar umas risadas. - Dessa vez a piadinha foi de Cadu. E todos rimos da sua ousadia.
- Apesar de que isso foi bem engraçado. - Pude sentir meu rosto esquentando e ficando vermelho. (Eu devia estar parecendo um tomate maduro.)
- Quanto tempo faz que você não pratica? - Cadu me perguntou sério.
- Hummm... Acho que já faz uns três ou quatro anos.
- Para quem não pratica a tanto tempo, até que você mandou bem. Tirando aquela escorregada. - Aii, confesso. Eles são uns fofos, principalmente Luciano(gatérrimo).
- É verdade. Você manda bem só precisa praticar mais - Acho que vou me apaixonar. Não posso continuar a resistir a esse sorriso perfeito - Que tal amanhã?
- Amanhã? - Perguntei sem entender.
- É. Nós vamos para a praça de skate aqui perto. Se quiser pode ir com agente. - Sua voz límpida me convidava apenas por gentileza, mas seus olhos pareciam estar implorando minha presença (talvez eu estivesse vendo coisas demais).
- Que horas?
- As quatro.
- Humm. Não rola. Eu estudo a tarde. - O brilho que havia em seus olhos sumiu rapidamente enquanto eu pronunciava minhas desculpas.
- Mas você pode ir no final de semana. Não pode? - Eu até havia esquecido que Cadu e Dog ainda estavam ali até Cadu se meter na discussão.
- Ahn... Acho que sim.
- Hey Lu, minha mãe fez aquele bolo de cenoura?
- A minha mãe não fez bolo nenhum.
- aaaah - Cadu e Dog disseram juntos e eu não tive como não rir da careta que eles fizeram.
- Nós vamos para a casa do Lu agora. Quer ir junto? - Perguntou Dog sincero.
- Ahn, obrigada. Mas eu saí sem avisar e deixei a casa sozinha.
- Ah, qual é? Vamos lá. - Me incitava Cadu.
- Fica pra uma próxima. - A carinha forçada de triste que os três fizeram mexeu muito comigo, e eu queria ir mesmo com eles. Mas era verdade que eu tinha de voltar(minha mãe ficaria em pânico se ela chegasse e eu não estivesse lá.)
- Tudo bem. Pelo menos você poderia me dar seu telefone... - É claaaaro que siiim. Imagina que eu iria embora e não deixaria meu número com Luciano. Só se eu fosse muito burra.
- ah, é claro.
Deixei meu número. Despedi-me deles e voltei as pressas para casa. Minha mãe ainda não havia chegado.
Passei mais algumas horas acordada - conversei com alguns amigos pela internet. Quando deitei em minha cama sentia-me completa, feliz. E não demorei muito a cair num sono profundo e tranquilo.
- Vou tentar! - enquanto pegava o skate pude ouvir Dog murmurar pelas minhas costas "isso vai ser divertido". Respirei fundo, apoiei o pé no skate. Concentra, concentra, não vai cair aqui. Logo estava eu dando um flip, é deu tudo certo. (ta, não foi bem assim! É claro que quando apoiei o outro pé no skate dei uma desequilibrada horrível. Sorte a minha que não cheguei ao chão, mas não foi nada "elegante" - tenho que esquecer essas bichisses).
- Acho que ainda me lembro bem.
- Aaaah, que pena. Eu tava na esperança de dar umas risadas. - Dessa vez a piadinha foi de Cadu. E todos rimos da sua ousadia.
- Apesar de que isso foi bem engraçado. - Pude sentir meu rosto esquentando e ficando vermelho. (Eu devia estar parecendo um tomate maduro.)
- Quanto tempo faz que você não pratica? - Cadu me perguntou sério.
- Hummm... Acho que já faz uns três ou quatro anos.
- Para quem não pratica a tanto tempo, até que você mandou bem. Tirando aquela escorregada. - Aii, confesso. Eles são uns fofos, principalmente Luciano(gatérrimo).
- É verdade. Você manda bem só precisa praticar mais - Acho que vou me apaixonar. Não posso continuar a resistir a esse sorriso perfeito - Que tal amanhã?
- Amanhã? - Perguntei sem entender.
- É. Nós vamos para a praça de skate aqui perto. Se quiser pode ir com agente. - Sua voz límpida me convidava apenas por gentileza, mas seus olhos pareciam estar implorando minha presença (talvez eu estivesse vendo coisas demais).
- Que horas?
- As quatro.
- Humm. Não rola. Eu estudo a tarde. - O brilho que havia em seus olhos sumiu rapidamente enquanto eu pronunciava minhas desculpas.
- Mas você pode ir no final de semana. Não pode? - Eu até havia esquecido que Cadu e Dog ainda estavam ali até Cadu se meter na discussão.
- Ahn... Acho que sim.
- Hey Lu, minha mãe fez aquele bolo de cenoura?
- A minha mãe não fez bolo nenhum.
- aaaah - Cadu e Dog disseram juntos e eu não tive como não rir da careta que eles fizeram.
- Nós vamos para a casa do Lu agora. Quer ir junto? - Perguntou Dog sincero.
- Ahn, obrigada. Mas eu saí sem avisar e deixei a casa sozinha.
- Ah, qual é? Vamos lá. - Me incitava Cadu.
- Fica pra uma próxima. - A carinha forçada de triste que os três fizeram mexeu muito comigo, e eu queria ir mesmo com eles. Mas era verdade que eu tinha de voltar(minha mãe ficaria em pânico se ela chegasse e eu não estivesse lá.)
- Tudo bem. Pelo menos você poderia me dar seu telefone... - É claaaaro que siiim. Imagina que eu iria embora e não deixaria meu número com Luciano. Só se eu fosse muito burra.
- ah, é claro.
Deixei meu número. Despedi-me deles e voltei as pressas para casa. Minha mãe ainda não havia chegado.
Passei mais algumas horas acordada - conversei com alguns amigos pela internet. Quando deitei em minha cama sentia-me completa, feliz. E não demorei muito a cair num sono profundo e tranquilo.
19.2.10
Skaters
Depois de tomar um banho morno resolvi sair pra dar uma caminhada e pensar na vida. Eu andava tão devagar que parecia estar drogada. A minha vida passava em minha cabeça como um filme - só que mais longo e rico em detalhes e sentimentos.
Distraída tomei um susto quando ouvi aquele "tac" e depois um "aii"(sim, eu conhecia muito bem aquele som - o som do meu esporte favorito). Virando a esquina pude ver não muito distante dois garotos andando de skate e um terceiro sentado sobre ele. Uma alegria inexplicável me inundou instantaneamente - meu primeiro instinto foi ir imediatamente até lá, mas logo hesitei (fala sério eu nem lembro mais como se faz isso). Tomei coragem e resolvi me fazer de boba. Me aproximei curiosa (tenho certeza de que meus olhos brilhavam), o garoto sentado me fitava quieto enquanto eu me aproximava observando as manobras do outro garoto.
- Oi - eu disse meio sem jeito, ao garoto sentado.
- E ai? (Geeeentee. Pára tudo. Esse é o sorriso mais lindo que eu já vi em toda a minha vida) Responda, responda minha mente gritava. Eu estava parada olhando ele boquiaberta. - Você ta bem?
- E... e... Sim. (ai droga, sim. Eu estava gaguejando). Ele riu me deixando mais tonta ainda.
- Vem cá. - Ele apontou para o lugar ao seu lado e eu fui sem hesitar. - Você é skater? - Ele estava me analisando de cima abaixo com um olhar inocente e curioso(Inocente?!? Desde quando secar uma pessoa assim é inocente?)
- Na verdade, agora não! Já fui - emendei rapidamente.
- Por que não mais?
- É uma longa história.
- Deve ser interessante.
- Na verdade não. - eu não estava a fim de contar todas minhas desventuras.
- Agora está me deixando curioso.
Não respondi, sabia que qualquer coisa que dissesse só aguçaria ainda mais sua curiosidade. Os outros dois garotos se aproximaram apoiando rapidamente o skate na mão.
- E ai? - O mais lourinho disse pra mim o mulato apenas balançou a cabeça em cumprimento.
- Susse? - (Sempre fui boa com gírias.)
- Esse é o Cadu - ele disse me indicando o louro(olha que ele não é de se jogar fora) - esse é o "Dog". - (Dog? que apelido é esse?) - E eu sou Luciano. - (Ai não, se ele sorrir assim de novo, juro que vou desmaiar.)
- Que faz perdida aqui? - Perguntou Cadu.
- Exatamente o que você disse... Perdida. - eu sorri tentando disfarçar a frase idiota que eu tinha acabado de dizer. Mas Luciano estava rindo do que eu disse, na verdade os três estavam (talvez tenha soado melhor do que eu imaginei).
- Talvez agente possa te ajudar a se encontrar. (Parece que eu levei um soco no peito, onde foi para meu ar? acho que esqueci de respirar!) eu ri feito uma idiota sem responder. (cara... como eu me odeio).
-Você é skater? - desta vez quem perguntou foi o tal do "Dog".
- Na verdade, não.
- Ela largou dessa vida... pra virar gente. - Todos rimos, na maioria das vezes skaters são irresponsáveis, entende?!?
eu olhei fixamente o skate na minha frente e disse ainda olhando-o.
- Será que... Eu ainda consigo? Ou vou fazer vocês rirem com um tombo teatral?
todos olharam pra mim e soltaram um "hummmm" como se estivessem tentando decidir qual cena seria mais interessante.
Distraída tomei um susto quando ouvi aquele "tac" e depois um "aii"(sim, eu conhecia muito bem aquele som - o som do meu esporte favorito). Virando a esquina pude ver não muito distante dois garotos andando de skate e um terceiro sentado sobre ele. Uma alegria inexplicável me inundou instantaneamente - meu primeiro instinto foi ir imediatamente até lá, mas logo hesitei (fala sério eu nem lembro mais como se faz isso). Tomei coragem e resolvi me fazer de boba. Me aproximei curiosa (tenho certeza de que meus olhos brilhavam), o garoto sentado me fitava quieto enquanto eu me aproximava observando as manobras do outro garoto.
- Oi - eu disse meio sem jeito, ao garoto sentado.
- E ai? (Geeeentee. Pára tudo. Esse é o sorriso mais lindo que eu já vi em toda a minha vida) Responda, responda minha mente gritava. Eu estava parada olhando ele boquiaberta. - Você ta bem?
- E... e... Sim. (ai droga, sim. Eu estava gaguejando). Ele riu me deixando mais tonta ainda.
- Vem cá. - Ele apontou para o lugar ao seu lado e eu fui sem hesitar. - Você é skater? - Ele estava me analisando de cima abaixo com um olhar inocente e curioso(Inocente?!? Desde quando secar uma pessoa assim é inocente?)
- Na verdade, agora não! Já fui - emendei rapidamente.
- Por que não mais?
- É uma longa história.
- Deve ser interessante.
- Na verdade não. - eu não estava a fim de contar todas minhas desventuras.
- Agora está me deixando curioso.
Não respondi, sabia que qualquer coisa que dissesse só aguçaria ainda mais sua curiosidade. Os outros dois garotos se aproximaram apoiando rapidamente o skate na mão.
- E ai? - O mais lourinho disse pra mim o mulato apenas balançou a cabeça em cumprimento.
- Susse? - (Sempre fui boa com gírias.)
- Esse é o Cadu - ele disse me indicando o louro(olha que ele não é de se jogar fora) - esse é o "Dog". - (Dog? que apelido é esse?) - E eu sou Luciano. - (Ai não, se ele sorrir assim de novo, juro que vou desmaiar.)
- Que faz perdida aqui? - Perguntou Cadu.
- Exatamente o que você disse... Perdida. - eu sorri tentando disfarçar a frase idiota que eu tinha acabado de dizer. Mas Luciano estava rindo do que eu disse, na verdade os três estavam (talvez tenha soado melhor do que eu imaginei).
- Talvez agente possa te ajudar a se encontrar. (Parece que eu levei um soco no peito, onde foi para meu ar? acho que esqueci de respirar!) eu ri feito uma idiota sem responder. (cara... como eu me odeio).
-Você é skater? - desta vez quem perguntou foi o tal do "Dog".
- Na verdade, não.
- Ela largou dessa vida... pra virar gente. - Todos rimos, na maioria das vezes skaters são irresponsáveis, entende?!?
eu olhei fixamente o skate na minha frente e disse ainda olhando-o.
- Será que... Eu ainda consigo? Ou vou fazer vocês rirem com um tombo teatral?
todos olharam pra mim e soltaram um "hummmm" como se estivessem tentando decidir qual cena seria mais interessante.
13.2.10
Sessão da tarde
- Bata não, Balonê não, Salto alto não... Rosa não... Quero algo bem confortável para usar hoje, mas o que? Algo que diga quem eu sou... Mas quem eu sou? Droga, isso não vai dar certo. - sim eu estava falando sozinha de novo. Sentada na cama em meio a bagunça de roupas lamentando não achar algo que disesse quem sou eu. Alguém bateu à porta do quarto.
- Quem é?
- Sou eu. Posso entrar? - Era minha irmã mais nova, maravilha! era tudo que precisava agora... Uma pirralha acabando com o que restava de minha paciência.
- O que você quer?
- Deixa eu entrar...
- Você não respondeu.
- Eu só quero ficar com você...
Confesso que fiquei com uma dózinha do jeito manhoso que ela falou. Então com a mínima vontade fui abrir a porta para ela. Empurrei a porta e voltei a admirar a pilha de roupas.
- Nooossaaa o que aconteceu aqui?
- Nada, eu só estava arrumando meu guarda-roupa.
- Isso não parece arrumado.
- Talvez porque eu ainda não tenha colocado as roupas de volta no armário?!?
- É, pode ser.
- E então? O que quer?
- Faz tempo que você não fala comigo. - Ela parecia um cachorrinho abandonado falando. Não tive como resistir, me desculpei, prometi lhe dar mais atenção e lhe dei um abraço meio desajeitado - não sou muito boa em expressar sentimentos com familiares.
- Quer me ajudar com essas roupas?
- Depende.
- Depende de quê?
- Depende se você vai me dar algo que eu queira...
- Como por exemplo...?
- O Bolero rosa-choque. - Rimos juntas. Há tempos ela estava de olho naquele bolero - e na verdade eu nem gostava muito dele(o rosa nunca ficou muito bem em mim, me faz parecer muito paty, não que antes eu me preocupasse em parecer uma paty.).
- Tudo bem, ele é seu.
- Tá falando sério? - Ela perguntou arregalando os olhos escuros toda animada.
- To. Na verdade eu nem gosto dele.
Me surpreendendo ela me abraçou e correu à pilha de roupas jogando-as para cima até encontrar o que queria. Ela me lembrava K. sempre tão hiperativa, falante e animada (mimada também, e bota mimada nisso).
- Você é a melhor irmã do mundo. - Ela disse me deu um beijo e correu para seu quarto - não, ela não voltaria tão cedo.
- Interesseira. - eu disse baixinho - E agora? Acho que vou começar selecionando o que eu não gosto... Acho que vou doar ou usar como suborno para minha irmã (ela é muito materialista - olha quem está falando...).
acabei juntando duas sacolas enormes lotadas de roupas que eu não queria mais (algumas seria bem mais sensato vender à doar). Encontrei esquecidas umas peças bem interessantes, como uma camiseta super larga de gola rasgada, amarelo vivo onde estava escrito em preto "I Love Music" logo que a vi descobri que eu gostava muito mesmo dela.
Enquanto virava e revirava as roupas, sapatos e acessórios deixei tocando, para ecoar, no meu PC, Tókio hotel - eu costumava gostar de músicas assim(tudo bem que ainda ouvia quando estava na depre, mas antes era quando eu estava feliz - pra pular ao som da bateria e da guitarra misturadas ao baixo e ao suuper vocal de Bill Kaulitz, tudo bem que ele parece uma mulher, mas mesmo assim ele é muiiito fofo.).
Depois de vencer as roupas, desci para comer algo - eu podia jurar que havia um Alien dentro de mim, nunca vi minha barriga roncar tanto. Devorei duas tigelas de Nescal Cereal e um misto frio com um suco de laranja, que estava tão gelado que me doeu os dentes. Resolvi tentar assistir algo. Liguei a plasma de 42 polegadas - estava num canal de culinária, passei para o canal seguinte neste passava um jogo de futebol de uns times que eu nunca ouvira falar antes (é lógico que assisti segundos e logo estava apertando o botão novamente). MTV... Sempre gostei da MTV, mas hoje estava especialmente chato - passava aqueles Reality shows norte americanos que são um porre. Acho que vou assistir sessão da tarde. (muuita cultura). Adivinha o que estava passando? Não, por um milagre não era "A lagoa azul" e sim Gasparzinho. Ótimo, vou morrer de tédio.
O resultado foi... Passei horas dormindo no sofá! Você nem pode imaginar minha cara amassada quando acordei...
- Quem é?
- Sou eu. Posso entrar? - Era minha irmã mais nova, maravilha! era tudo que precisava agora... Uma pirralha acabando com o que restava de minha paciência.
- O que você quer?
- Deixa eu entrar...
- Você não respondeu.
- Eu só quero ficar com você...
Confesso que fiquei com uma dózinha do jeito manhoso que ela falou. Então com a mínima vontade fui abrir a porta para ela. Empurrei a porta e voltei a admirar a pilha de roupas.
- Nooossaaa o que aconteceu aqui?
- Nada, eu só estava arrumando meu guarda-roupa.
- Isso não parece arrumado.
- Talvez porque eu ainda não tenha colocado as roupas de volta no armário?!?
- É, pode ser.
- E então? O que quer?
- Faz tempo que você não fala comigo. - Ela parecia um cachorrinho abandonado falando. Não tive como resistir, me desculpei, prometi lhe dar mais atenção e lhe dei um abraço meio desajeitado - não sou muito boa em expressar sentimentos com familiares.
- Quer me ajudar com essas roupas?
- Depende.
- Depende de quê?
- Depende se você vai me dar algo que eu queira...
- Como por exemplo...?
- O Bolero rosa-choque. - Rimos juntas. Há tempos ela estava de olho naquele bolero - e na verdade eu nem gostava muito dele(o rosa nunca ficou muito bem em mim, me faz parecer muito paty, não que antes eu me preocupasse em parecer uma paty.).
- Tudo bem, ele é seu.
- Tá falando sério? - Ela perguntou arregalando os olhos escuros toda animada.
- To. Na verdade eu nem gosto dele.
Me surpreendendo ela me abraçou e correu à pilha de roupas jogando-as para cima até encontrar o que queria. Ela me lembrava K. sempre tão hiperativa, falante e animada (mimada também, e bota mimada nisso).
- Você é a melhor irmã do mundo. - Ela disse me deu um beijo e correu para seu quarto - não, ela não voltaria tão cedo.
- Interesseira. - eu disse baixinho - E agora? Acho que vou começar selecionando o que eu não gosto... Acho que vou doar ou usar como suborno para minha irmã (ela é muito materialista - olha quem está falando...).
acabei juntando duas sacolas enormes lotadas de roupas que eu não queria mais (algumas seria bem mais sensato vender à doar). Encontrei esquecidas umas peças bem interessantes, como uma camiseta super larga de gola rasgada, amarelo vivo onde estava escrito em preto "I Love Music" logo que a vi descobri que eu gostava muito mesmo dela.
Enquanto virava e revirava as roupas, sapatos e acessórios deixei tocando, para ecoar, no meu PC, Tókio hotel - eu costumava gostar de músicas assim(tudo bem que ainda ouvia quando estava na depre, mas antes era quando eu estava feliz - pra pular ao som da bateria e da guitarra misturadas ao baixo e ao suuper vocal de Bill Kaulitz, tudo bem que ele parece uma mulher, mas mesmo assim ele é muiiito fofo.).
Depois de vencer as roupas, desci para comer algo - eu podia jurar que havia um Alien dentro de mim, nunca vi minha barriga roncar tanto. Devorei duas tigelas de Nescal Cereal e um misto frio com um suco de laranja, que estava tão gelado que me doeu os dentes. Resolvi tentar assistir algo. Liguei a plasma de 42 polegadas - estava num canal de culinária, passei para o canal seguinte neste passava um jogo de futebol de uns times que eu nunca ouvira falar antes (é lógico que assisti segundos e logo estava apertando o botão novamente). MTV... Sempre gostei da MTV, mas hoje estava especialmente chato - passava aqueles Reality shows norte americanos que são um porre. Acho que vou assistir sessão da tarde. (muuita cultura). Adivinha o que estava passando? Não, por um milagre não era "A lagoa azul" e sim Gasparzinho. Ótimo, vou morrer de tédio.
O resultado foi... Passei horas dormindo no sofá! Você nem pode imaginar minha cara amassada quando acordei...
31.1.10
Razão.
Arranquei todas as roupas do meu guarda-roupa fazendo uma pilha imensa na minha cama. Foi só quando retirei uma gaveta do lugar e vi um papel de fotografia, que eu pude notar algo que esteve escancarado para mim e eu não pude ver antes. Virei o papel para ver o lado da imagem. Devo ter ficado pelo menos dez minutos olhando papel. Meus olhos estavam queimando, e ao cair uma gota na fotografia percebi que estava chorando. Lembrando. E insistindo a me chamar de burra e cega ao me importar com uma coisa tão fútil e sem importância como a inimizade das patricinhas, riquinhas, superpops. Na fotografia haviam cinco rostos conhecidos. Um era o meu. A primeira do canto na foto era K. com uma careta muito engraçada, mas mantendo toda sua "beleza absoluta". Ao lado dela estava Lua(não Luana. E sim Lua, a hippie de que eu falei outro dia.)Lua estava linda. Com seus cabelos cheios de dread's e aquele olhar maníaco que ela sempre faz nas fotos. Logo ao seu lado T. Com um biquinho disfarçado olhando para o lado. Ao lado dela... Eu... e minha best F. Abraçadas e fazendo caretas horríveis. Olhando aquela foto me lembrei daquele dia. Dos risos, das asneiras e daquelas muitas besteiras que fizemos juntas.
Gargalhei sozinha, não por lembrar de coisas engraçadas, mas sim porque eu estava fazendo um papel ridículo, me importando com aquelas garotas mal amadas de ontem.
- Vou ligar para Fer. - Decidi comigo. Peguei o telefone disquei seu número com pressa. O telefone chamou até cair na caixa postal. Tentei o número fixo, ma nada. "talvez ela não queira falar comigo". Aliás nos últimos tempos eu não tenho sido mais eu. Talvez eu a tenha magoado. E T.? K.? Lua? Será que eu também as magoei? Será que tenho as tratado mal?Justo eu que sempre critiquei esse tipo de reação. Peguei meu celular e liguei para K. No terceiro toque ela atendeu.
- K?
- Eu mesma.
- Oi K. é a ... Só liguei pra saber como você está.
- Eu to bem! Por quê?
- Nada não. K... Me diga sinceramente, ultimamente eu agi estranho?
- Não que eu tenha reparado. Por quê?
- Tem certeza? Tipo... Eu não to diferente de antes?
- Como assim... Do que você ta falando?
- Nada. Eu devo estar preocupada á toa mesmo.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada importante... eu acho.
- Bom se precisar eu posso te ajudar...
- Obrigada. Mas agora só eu posso me ajudar.
- Ah. Então ta.
- Beijo. Te amo.
- Te amo guria.
K. diz não ter visto mudança, também é a K não dá pra levar em conta. Preciso de alguém mais... observador... hm.. talvez T.
Liguei pra ela (isso é estranho, porque eu nunca ligo pra ela. Tipo nunca mesmo.).
- Alô.
- Oi T. é a ...
- Oi amor. Tudo bem?
- Mais ou menos e você?
- To susse. Mais o que você tem?
- T você sempre foi sincera comigo, mas agora por mais cruel que seja. Eu preciso que você me diga a verdade.
- Nossa ... Que drama todo é esse?
- T... eu ando estranha? Diferente? Distante? Chata? Ou qualquer coisa parecida?
- Estranha você sempre foi. Diferente.. bem você anda usando umas coisas que não tem haver com você. Distante... Na verdade um pouco.
- Valeu T. Vou ser melhor daqui por diante. Eu prometo.
- Que isso? eu amo você assim como é.
- Eu também amo você.
- Beijo.
- Outro. Se cuida.
- Tchau.
Preciso... Renovar... Não posso voltar ao passado... Mas também não posso continuar fingindo ser algo que não sou... Preciso de um novo eu. Que seja mais eu do que nunca.
Gargalhei sozinha, não por lembrar de coisas engraçadas, mas sim porque eu estava fazendo um papel ridículo, me importando com aquelas garotas mal amadas de ontem.
- Vou ligar para Fer. - Decidi comigo. Peguei o telefone disquei seu número com pressa. O telefone chamou até cair na caixa postal. Tentei o número fixo, ma nada. "talvez ela não queira falar comigo". Aliás nos últimos tempos eu não tenho sido mais eu. Talvez eu a tenha magoado. E T.? K.? Lua? Será que eu também as magoei? Será que tenho as tratado mal?Justo eu que sempre critiquei esse tipo de reação. Peguei meu celular e liguei para K. No terceiro toque ela atendeu.
- K?
- Eu mesma.
- Oi K. é a ... Só liguei pra saber como você está.
- Eu to bem! Por quê?
- Nada não. K... Me diga sinceramente, ultimamente eu agi estranho?
- Não que eu tenha reparado. Por quê?
- Tem certeza? Tipo... Eu não to diferente de antes?
- Como assim... Do que você ta falando?
- Nada. Eu devo estar preocupada á toa mesmo.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada importante... eu acho.
- Bom se precisar eu posso te ajudar...
- Obrigada. Mas agora só eu posso me ajudar.
- Ah. Então ta.
- Beijo. Te amo.
- Te amo guria.
K. diz não ter visto mudança, também é a K não dá pra levar em conta. Preciso de alguém mais... observador... hm.. talvez T.
Liguei pra ela (isso é estranho, porque eu nunca ligo pra ela. Tipo nunca mesmo.).
- Alô.
- Oi T. é a ...
- Oi amor. Tudo bem?
- Mais ou menos e você?
- To susse. Mais o que você tem?
- T você sempre foi sincera comigo, mas agora por mais cruel que seja. Eu preciso que você me diga a verdade.
- Nossa ... Que drama todo é esse?
- T... eu ando estranha? Diferente? Distante? Chata? Ou qualquer coisa parecida?
- Estranha você sempre foi. Diferente.. bem você anda usando umas coisas que não tem haver com você. Distante... Na verdade um pouco.
- Valeu T. Vou ser melhor daqui por diante. Eu prometo.
- Que isso? eu amo você assim como é.
- Eu também amo você.
- Beijo.
- Outro. Se cuida.
- Tchau.
Preciso... Renovar... Não posso voltar ao passado... Mas também não posso continuar fingindo ser algo que não sou... Preciso de um novo eu. Que seja mais eu do que nunca.